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EXPLODE A PROSTITUIÇÃO COM A CHEGADA DAS USINAS DO RIO MADEIRA EM RONDÔNIA

Quem chega durante o dia à vila de Jaci Paraná, no interior de Rondônia, conhece uma localidade paca

16/11/2009 às 12h14
Por: João Teixeira
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Quem chega durante o dia à vila de Jaci Paraná, no interior de Rondônia, conhece uma localidade pacata às margens da BR-364. As crianças caminham pela rodovia rumo às escolas, os caminhões formam fila para abastecer no único posto do vilarejo e parte da população vai para o trabalho logo cedo. Porém, com o anoitecer, Jaci Paraná se transforma. As pequenas e empoeiradas ruas são tomadas por centenas de pessoas e carros. A maioria é formada por trabalhadores da usina de Jirau. Com a obra, além do desenvolvimento, chegaram também o medo, o receio e a violência.

Jaci Paraná, antes uma vila com pouco mais de 10 mil habitantes, é o mais antigo distrito de Porto Velho e um dos maiores exemplos dos problemas que as autoridades estaduais e municipais enfrentam hoje. O índice de prostituição, causado pela chegada do progresso, aumentou no vilarejo, inclusive com a exploração de menores. A situação está piorando a cada dia e se alastrando pela capital. “Tivemos que mudar nosso foco de atuação e decidimos trabalhar em conjunto com outras instituições para enfrentar o problema”, afirma o juiz da Infância e Juventude Dalmo Antônio de Castro Bezerra.

Em Porto Velho, a situação não é diferente. Há duas semanas, uma megaoperação policial fechou uma boate que funcionava no subsolo de um supermercado. Dentro do estabelecimento, foram encontradas várias adolescentes, drogas e bebidas alcoólicas. Em Jaci Paraná, além da atenção das autoridades, as próprias empresas estão ajudando a evitar que o problema se alastre. Na semana passada, alertada por uma empresa, a policia interditou um prostíbulo que importava garotas de programa de outras localidades para atender os trabalhadores no dia do pagamento.

Muitos gastavam todo o salário em um único dia. Nas buscas pelo local, foram encontrados documentos, pertences pessoais e até crachá, que eram deixados como garantia pelos trabalhadores. (EL)



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