
O clima em Nova Mutum, distrito distante cerca de 120 quilômetros de Porto Velho, é de revolta e de instabilidade, entre os moradores locais, afetados pela inundação da usina de Jirau, construída no rio Madeira.
Numa reunião nesta semana, proprietários relataram os prejuízos causados pela alagação de Jirau, cobraram uma resposta do consórcio construtor e da Justiça Federal e decidiram que fecharão a BR-364 (sentido Acre), em protesto.
Eles alegam que perderam pastagens, barragens, currais, tanques de piscicultura, planos de manejo e outras benfeitorias. E o pior: Jirau não estaria cumprindo a sua obrigação de reparar os prejuízos.
Em maior ou menor grau, todos tiveram seu patrimônio, seu sustento e suas vidas afetadas e sofrem com o descaso do consórcio construtor de Jirau.
Segundo apurou o Rondonoticias, o fechamento se dará, pelo medo de atrasar ainda mais o pagamento, em vista da preocupação de todos com o suposto envolvimento de empresas que constroem Jirau, com as tramoias investigadas pela operação Lava Jato.
Ainda de acordo com informações colhidas pelo Rondonoticias, todos são afetados pela usina de Jirau e aguardam há pelo menos três anos pelas indenizações, sem sucesso, enquanto os processos dormitam na justiça.
A ação proposta para a reparação dos prejuízos supera a casa de R$ 70 milhões. Ao todo, são 230 proprietários afetados, que estariam com suas vidas paradas, dependendo dessa indenização.
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