
Um ato impensado e infeliz feito pelo vereador Roberto Oro Win, o Nham-Pá (PSB), 1° Vice-Presidente da Câmara Municipal de Guajará-Mirim, na noite do último domingo, beira a violência extrema e tem revoltado a população da cidade de Guajará-Mirim que não viu ainda nenhuma ação por parte da Câmara Municipal com relação ao caso.
De acordo com o Boletim de Ocorrência Policial n° 5398-2014, elaborado pelo Comissário de Plantão na Delegacia Regional de Polícia Civil, uma guarnição do 6° Batalhão de Polícia Militar foi mandada pela Central de Operações (COPOM) para atender uma ocorrência na confluência das avenidas Balbino Maciel com Antônio Luiz de Macedo, no bairro Santa Luzia. A vítima (nome preservado pela reportagem em respeito a mesma) disse aos policiais que seu amásio, de nome Roberto, sem motivos, deferiu-lhe vários tapas em seu rosto e em sua cabeça, causando-lhe hematomas no rosto e orelha direita e ela, para se defender, atingiu o olho esquerdo do infrator. Saiu rumo a sua residência e foi seguida pelo agressor para tentar dar sequência a agressão iniciada.
Ainda segundo o BO, quando a guarnição chegou ao local, o suposto infrator tentou evadir-se do local, mas foi alcançado pelos policiais e levado até sua residência para constatação dos fatos. Constatados, foi dada voz de prisão ao vereador que, alterou e teve que ser algemado para ser conduzido à Delegacia de Polícia.
Preso, Nham-Pá não quis pagar a fiança estipulada pela delegada de dois salários mínimos. Em função disso, foi recolhido ao Presídio Masculino.
O fato continua tendo muita repercussão na comunidade e pessoas ligadas à defesa dos direitos humanos e , principalmente, aos direitos da mulher, não conseguem entender por que a Câmara Municipal ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.
O fato, sem dúvidas, é grave. O vereador infringiu a Lei Maria da Penha, desrespeitou a uma criatura, um ser humano, e acabou por incorrer em um erro que pode levar à cassação de seu mandato na Câmara por quebra de decoro parlamentar. O que falta para a abertura do processo de cassação? A quem compete a iniciativa, o primeiro passo para isso?
A sociedade espera uma resposta a quem de direito.
Fonte: Guajará Notícias
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