No primeiro dia do ano de 2014, a Polícia Civil de Guajará-Mirim cumpriu mandado de prisão contra o acusado de ser o autor da chacina que vitimou uma mãe, seu irmão, seus dois filhos na madrugada de segunda-feira, dia 30 de dezembro de 2013 e foi preso por policiais civis quando estava nas proximidades do Distrito do Ararás, área rural do município de Nova Mamoré.
Por medida de segurança, Tanus foi interrogado na Delegacia Especializada contra crimes a mulher, já que na Delegacia de Polícia Civil a população ao tomar conhecimento tentou invadir e linchar o acusado da morte de Luciene Almeida Rodrigues, de 28 anos e seus dois filhos, um menor de 16 anos e outro de 5 anos, também de alvejar a cabeça do irmão de Luciene, o jovem Jokley Lima de Freitas, de 21 anos, que ainda foi para a U.T.I do Hospital de Base, em Porto Velho, mas veio a óbito, e depois de preso por medida de segurança, Tanus foi transferido por ordem da justiça para um presídio de Porto Velho, aonde aguarda o julgamento.
residência local da tragédia em Guajará-Mirim.
A defesa de Tanus dos Santos entrou com um pedido na justiça para que que o réu fosse submetido a exame de sanidade mental por um médico psiquiátrica especializado, alegando que o mesmo era insano mentalmente, e nesse caso, ele seria considerado inimputável, ou seja, não se poderia aplicar uma pena a ele, seria apenas aplicado uma medida de segurança, onde ele cumpriria, uma internação em um hospital psiquiátrico, e dependeria de laudos periódicos de um psiquiatra, para saber se ele poderia voltar a sociedade.
Multidão em frente a Delegacia de Policia Civil de Guajará-Mirim no dia da Prisão de Tanus dos Santos.
Mais o resultado saiu em 30/10/2014, e foi juntado no processo agora no mês de dezembro de 2014, na qual foi emitido o Laudo psiquiatra e o resultado do Laudo de análise de insanidade do réu Tanus dos Santos O médico Psiquiatra Doutor Sebastião Ferreira Campos atestou que o réu Tanus dos Santos é plenamente capaz de entender o caráter criminoso de sua conduta, ou seja, este não é portador de qualquer doença mental, e assim com esse resultado o processo poderá seguirá normalmente.
No dia 18 de Dezembro do ano corrente, houve a audiência preliminar perante o Juízo da 1ª vara criminal do Poder Judiciário da Comarca de Guajará-Mirim, na qual o réu responde ao processo, foram ouvidas testemunhas, e a defesa do réu solicitou da Juíza Criminal que preside o inquérito, pois temia pela segurança do acusado, requerendo que seu interrogatório fosse realizado em Porto Velho, pedido acatado pela Excelentíssima Doutora Juíza Criminal e seu interrogatório será realizado em Janeiro de 2015 através de carta Precatória no Fórum Criminal de Porto Velho.
Caso haja a pronúncia do réu Tanus dos Santos e sua defesa não recorra, este irá a julgamento do júri popular, que deverá ocorrer nesta comarca, no primeiro semestre de 2015. A audiência será presidida, pela Excelentíssima Juíza Criminal Doutora Juliana Paula Silva da Costa Brandão.
Fonte: Portal Guajará
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