Após algumas horas que deu entrada no Hospital Regional Perpétuo Socorro, de Guajará-Mirim, homem vem a óbito. Família diz que houve demora no atendimento para locomoção da vítima até Porto Velho, falta de médico e condições mínimas no Hospital.
O agente de passagem, da Viação Rondônia, Gabriel Morais Cortez, de 27 anos, saiu da Igreja onde encontrava-se com sua esposa, ao ir para sua residência preferiu buscar o Pronto Atendimento do Hospital Regional, por volta de 23h10min, pois sentia forte dor de cabeça e vômito. Eunice Meireles de Castro, esposa de Gabriel, disse que cerca de meia hora o seu esposo levou para receber atendimento médico. Após o médico plantonista Orlando T. Torrico, examinar o paciente, foi aplicado soro, ainda assim o estado clínico do paciente passou a piorar ainda mais, tendo convulsões e por volta 5hs desta sexta-feira (9) passou a respirar com ajuda de oxigênio. Eunice disse que chegaram a comentar que o seu esposo estaria era com overdose. Meu esposo nem viciado era, estávamos na Igreja minutos antes dele passar mal. Tudo foi um absurdo, denunciou Eunice.
De acordo com a gravidade do paciente, o secretário municipal de Saúde, Luís Xavier Nascimento, afirmou que por volta de 8h da manhã de sexta-feira (9) acionaram a Secretaria de Estado da Saúde para solicitar a urgência do avião U.T.I., para locomoção do paciente até a Capital, mas foi informado que pacientes do município de Vilhena estavam sendo assistido. Não podíamos ser negligentes e conduzir o paciente em uma ambulância sendo que o seu estado de saúde era crítico, somente uma aeronave poderia realizar o procedimento, lamentos pelos familiares, mas o médico Dr. Orlando de tudo vez pelo paciente, inclusive permaneceu no Hospital até o último minuto de vida de Gabriel, sendo ele o responsável pela liberação do corpo do mesmo, destacou Nascimento.
Costa Vale, patrão de Gabriel, denunciou na Promotoria de Justiça a falta de atendimento e condições do Hospital.
Devido à demora, e sem médico plantonista durante a manhã, os familiares e amigos de Gabriel buscaram o prédio da Promotoria Pública de Justiça para denunciar o descaso. A reportagem do O Mamoré, Costa Vale, gerente da Viação Rondônia, patrão e amigo da vítima, disse que o descaso foi total com a situação de Gabriel. Sem médico, sem condições de manter um paciente em estado crítico como o de Gabriel, nós fomos ao MP. Mas infelizmente quando retornamos, Gabriel havia falecido por volta de 12h, lamentou toda a situação Costa Vale.
Frederico Cortez e João Carlos, respectivamente, tio e primo de Gabriel, estavam indignados desde a entrada, o atendimento e a forma como foi tratado Gabriel no Hospital de Guajará-Mirim. ... Estamos revoltados com o caos que está essa saúde, ele passou mal e nada mais que um soro foi aplicado... É revoltante como somos tratados, emocionados desabafaram.
Às 14hs assumiu o plantão do Hospital, um médico de nacionalidade boliviana. De acordo com o diretor do Hospital, Genival Ferreira Rodrigues a falta de um profissional compromete o andamento.
Acidente
Gabriel Morais Cortez.
A reportagem do O Mamoré apurou que Gabriel havia sofrido um acidente de trânsito em sua motocicleta no último dia 28 de dezembro e sua esposa estava na garupa. Ela fraturou o braço e ele naquele momento apresentava pelo corpo escoriações apenas. Familiares informaram que após o fato, Gabriel que recentemente estava casado, passou a sentir fortes dores de cabeça, que passaram a ser constantes nos últimos dias. Por não suportar mais a dor resolveu buscar o Pronto Atendimento.