
Uma tarde marcada pela alegria, solidariedade e, principalmente, pela inclusão social. Assim foi o domingo, 1º de novembro de 2026, na Praça Saul Bennesby, localizada no bairro Caetano, onde a Associação Guajaramirense dos Autistas e Pais Extraordinários (AGAPE), em parceria com o Instituto Gaiato, promoveu mais uma edição da tradicional festa dedicada às crianças autistas e neurodivergentes do município.
Inicialmente programada para sábado, 31 de outubro, a comemoração precisou ser adiada devido às fortes chuvas registradas em Guajará-Mirim. Entretanto, a mudança de data não diminuiu o entusiasmo dos organizadores, das crianças e de seus familiares, que participaram de uma programação especialmente preparada para proporcionar momentos de lazer, convivência e descontração.
Durante a festividade, foram realizadas diversas brincadeiras e atividades recreativas, com destaque para a participação da animada Boneca Chicota, que levou alegria e diversão ao público infantil. Também houve distribuição de cachorro-quente, refrigerantes, algodão-doce e outras guloseimas, tornando a tarde ainda mais especial.


MUITO ALÉM DE UMA FESTA: A REALIDADE DAS FAMÍLIAS ATÍPICAS
Mais do que uma comemoração, a iniciativa representou um importante gesto de acolhimento às famílias que convivem diariamente com os desafios relacionados ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a outras condições do neurodesenvolvimento.
Para muitos pais e responsáveis, a rotina envolve dificuldades no acesso a atendimentos especializados, acompanhamento terapêutico, inclusão escolar, adaptação de ambientes e enfrentamento do preconceito e da falta de compreensão da sociedade.
É importante destacar que o autismo não é uma doença, mas uma condição do neurodesenvolvimento, caracterizada por diferentes formas de comunicação, interação social e processamento sensorial, entre outras particularidades. Cada pessoa autista possui necessidades, habilidades e características próprias, exigindo respeito à sua individualidade.
Nesse contexto, eventos inclusivos também representam oportunidades para fortalecer os vínculos familiares, ampliar a conscientização e demonstrar que crianças neurodivergentes têm o mesmo direito ao lazer, à convivência comunitária e à participação social.
Por trás de cada criança existe uma família com sua própria história, frequentemente marcada por dedicação, superação de barreiras e busca constante por direitos. São mães, pais e responsáveis que precisam conciliar trabalho, cuidados familiares, acompanhamento profissional e outras responsabilidades, muitas vezes enfrentando dificuldades para conseguir o suporte necessário.
PARCERIA FORTALECE A INCLUSÃO SOCIAL
O presidente da AGAPE, Paulo Henrique, destacou a importância da participação das famílias e agradeceu aos pais e responsáveis que prestigiaram a comemoração, considerada uma tradição no calendário de atividades da associação.
Ele também reconheceu o empenho do Instituto Gaiato, organização que desenvolve iniciativas culturais e vem ampliando sua atuação em ações voltadas à inclusão de pessoas neurodivergentes e ao acolhimento das famílias atípicas.
A parceria entre as instituições demonstra a importância da mobilização comunitária para construir espaços de convivência mais acessíveis, respeitosos e inclusivos.
AGRADECIMENTOS E COMPROMISSO COM A CAUSA
Ao encerramento da programação, Paulo Henrique agradeceu a Deus, ao Instituto Gaiato, aos colaboradores, voluntários, familiares e a todos que contribuíram para a realização da festividade.
O presidente também manifestou reconhecimento ao site Guajará Notícias, por meio do jornalista e radialista João Teixeira, pelo apoio à divulgação das atividades da associação, tanto no portal de notícias quanto na Rondônia FM 89,9, através do programa jornalístico 89 Em Alerta.
A realização da festa reforça uma mensagem que precisa ultrapassar os momentos comemorativos: a inclusão não pode acontecer apenas em datas especiais. Ela deve estar presente diariamente nas escolas, nos serviços de saúde, nos espaços públicos e em todos os setores da sociedade.
Para as crianças, a tarde foi de brincadeiras e sorrisos. Para as famílias, representou acolhimento e convivência. Para a sociedade, ficou a reflexão de que respeitar as diferenças, combater o preconceito e garantir oportunidades são responsabilidades coletivas.
Afinal, inclusão não é favor, é direito. E toda criança merece crescer em uma sociedade que reconheça suas capacidades, respeite suas necessidades e ofereça condições para seu pleno desenvolvimento.
Fonte: Guajará Notícias – Guajará-Mirim/RO.







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