
A advogada Márcia Rúbia Batista Teixeira, que atua como assistente da acusação no caso envolvendo a morte do jovem guajaramirense Herbert Douglas Oliveira da Silva, de 23 anos, conhecido como “Chico”, divulgou um vídeo manifestando preocupação e fazendo críticas à condução da investigação realizada pela Polícia Civil em Iguatu, no Ceará.
A manifestação ocorreu após a advogada ter acesso, na quinta-feira, 17 de setembro de 2026, a uma cópia do relatório produzido no âmbito da investigação policial relacionada à morte do jovem.
No vídeo, Márcia Rúbia apresenta sua análise jurídica sobre pontos do procedimento investigativo e demonstra insatisfação com aspectos que, segundo sua avaliação profissional, necessitam de maior esclarecimento ou aprofundamento por parte da Polícia Judiciária.
A manifestação deve ser compreendida dentro da atuação da assistência da acusação, instrumento previsto na legislação processual penal brasileira que permite à parte legitimada acompanhar o processo e colaborar com a atuação do Ministério Público, observados os limites estabelecidos pela legislação.
A advogada também afirma que pretende buscar as providências jurídicas que considerar cabíveis, diante dos pontos por ela questionados. As declarações representam a posição da assistência da acusação e não significam, por si só, conclusão definitiva sobre eventual falha, omissão ou irregularidade na atuação policial.
Herbert Douglas Oliveira da Silva morreu após as agressões sofridas durante um evento realizado no Parque de Exposições de Iguatu, na madrugada de 6 de setembro de 2026. Desde então, familiares e pessoas próximas ao jovem acompanham os desdobramentos das investigações e cobram o esclarecimento das circunstâncias do ocorrido e a responsabilização de quem eventualmente venha a ser identificado pela Justiça como responsável.
Do ponto de vista jurídico, cabe à investigação reunir elementos informativos destinados à apuração da materialidade e autoria, enquanto eventual responsabilização criminal depende do devido processo legal, com atuação do Ministério Público, exercício do contraditório e da ampla defesa e decisão do Poder Judiciário.
As críticas apresentadas pela advogada, portanto, constituem uma manifestação técnica da assistência da acusação acerca do trabalho investigativo. Eventuais questionamentos sobre diligências, elementos probatórios ou necessidade de aprofundamento da apuração deverão ser submetidos às autoridades competentes pelos meios processuais adequados.
O Guajará Notícias ressalta que permanece aberto à manifestação da Polícia Civil do Ceará e dos demais envolvidos, garantindo espaço para esclarecimentos e preservando os princípios da imparcialidade, do contraditório e da presunção de inocência.
Assista ao vídeo abaixo e acompanhe as explicações apresentadas pela advogada Márcia Rúbia Batista Teixeira sobre os pontos por ela questionados na investigação.
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